A obra do novo Porto da Manaus Moderna avançou nesta quinta-feira (22), com a cravação da primeira estaca da estrutura. A etapa foi acompanhada pelo senador Eduardo Braga, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e pelo prefeito de Manaus em exercício, Renato Júnior.
“Aqui vamos ter até uma UBS para receber os passageiros do interior com problemas de saúde, SAMU, etc. Nós vamos ter aqui um porto público. Esse é um porto que não tem só atividade econômica, comercial, mas também tem uma função humanizada de como receber a população e como encaminhar a população”, disse.
O projeto prevê uma área de aproximadamente 38 mil metros quadrados, apoiada em 1.068 estacas. O complexo terá terminais de passageiros, cargas e encomendas, estacionamento, áreas administrativas e espaços de atendimento em saúde. Também estão previstos píeres e pontes móveis para embarcações de diferentes tamanhos.
O ministro Tomé Franca ressaltou que mais de 1 milhão de pessoas usarão o novo porto da Manaus Moderna por mês, transformando a capital amazonense em um hub de passageiros e cargas para atender todo o interior do estado.
“Eu vim aqui no início do ano com o presidente Lula, ao lado do senador Eduardo Braga, para a gente poder dar a ordem de serviço desse projeto, que tem mais de 25 anos esperando para que isso possa se concretizar. O Edme falou aqui de uma conversa com o senador que não sabia o que tinha enterrado aqui, porque essa obra não saía do papel. Agora a gente sabe o que vai ser enterrado: 1.400 estacas para poder a gente ter uma plataforma de mais de 40 mil metros quadrados, para dar conforto ao povo que vai utilizar o porto da Manaus Moderna”, afirmou.
Construção
A construção, sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), tem investimento federal estimado em cerca de R$ 900 milhões. O prazo contratual é de até 36 meses. Braga afirmou que a estrutura poderá ficar pronta em 24 a 26 meses, caso o cronograma e o repasse de recursos sejam mantidos.
De acordo com o senador, a entrada no terminal será gratuita. Os usuários pagarão apenas pelos serviços que utilizarem, como transporte de passageiros e cargas. A proposta é organizar o embarque e o desembarque de pessoas e mercadorias que circulam entre Manaus e os municípios do interior.
A obra também é apontada como parte de um plano mais amplo de revitalização do Centro, com intervenções previstas para a orla, a Feira da Banana, o Mercado Municipal e a área do Roadway. Ainda não foram detalhados os prazos para essas ações.


