A produção fotográfica do artista amazonense Tácio Melo chega a Paris, na França, com a exposição O Último Boto, que ficará em cartaz de 11 a 22 de novembro de 2026, na Galeria Sabiá Arte&Cultura. A mostra integra as comemorações dos 200 anos da fotografia, celebrados especialmente na França a partir de 2026, e apresenta ao público europeu uma obra que conecta arte, cultura amazônica e mudanças climáticas.
Idealizada por Tácio Melo, artista, fotógrafo e comunicador natural deparis Manaus, a série foi produzida no final de 2023, após a seca extrema que atingiu a região do Médio Solimões, no Amazonas. Naquele ano, a elevação da temperatura das águas e as condições ambientais extremas estiveram associadas à morte de mais de uma centena de botos no Lago Tefé, episódio que mobilizou pesquisadores e virou repercussão internacional.
O artista, que atua nas áreas de jornalismo e produção fotográfica e audiovisual, desenvolve trabalhos com temáticas voltadas ao clima, à Amazônia e à cultura regional. Tácio destaca a importância de sua produção ganhar espaço no exterior.
“Essas fotografias estavam há quase três anos paradas, e vê-las ressurgirem no exterior, em um período em que tanto precisamos falar sobre clima e conservação, reforça em mim, como amazônida e artista, a certeza de que realmente não podemos parar. Essas mensagens são sempre importantes”, comentou Tácio.
Em Paris, a exposição chega por meio de um convite da Galeria Sabiá Arte&Cultura, que reconheceu na produção do artista a força da narrativa capaz de provocar reflexões sobre a crise climática, a preservação e cultura amazônica.
O galerista e coordenador do espaço, Anderson Vital, destaca a importância de receber a exposição em Paris durante as comemorações dos 200 anos da fotografia e ressalta a relevância artística e política da produção amazônica no cenário internacional.
“A exposição O Último Boto carrega um valor histórico, político e artístico monumental diante das comemorações globais dos 200 anos da fotografia. Mostra que a fotografia contemporânea mais potente, urgente e esteticamente refinada está sendo produzida no coração da Amazônia, desafiando a hegemonia eurocêntrica no ano mais importante da história do meio fotográfico”, afirma Vital.


