Estudante amazonense de 10 anos vai disputar mundial de matemática na Tailândia

Aos 10 anos, Anabella Soares Parente está prestes a transformar a paixão pelos números em uma experiência que pode marcar sua vida. O que começou ainda na infância, com a facilidade para resolver pequenos cálculos, ganhou força entre descobertas, desafios escolares e conquistas em olimpíadas de matemática. Agora, a estudante amazonense se prepara para levar seu conhecimento a uma competição internacional e mostrar que a dedicação aos estudos pode abrir portas para o mundo.

Com o apoio do Grupo Atem, a amazonense vai representar o Brasil na final mundial da World Mathematics Team Championship (WMTC), de 2 a 7 de dezembro, em Bangkok, na Tailândia. A classificação veio após a conquista da medalha de bronze na prova individual da categoria Junior, durante a etapa brasileira da competição, realizada em 15 de agosto. No mundial, ela encontrará estudantes de mais de 30 países em provas individuais, de revezamento e em equipes, além de participar de atividades de integração cultural.

Uma paixão que virou conquista

O interesse de Anabella pela matemática começou cedo. Aos 4 anos, ela já demonstrava facilidade com cálculos simples. Mas foi em 2024, ao receber uma menção honrosa na Olimpíada Canguru de Matemática, realizada no Colégio Santo Afonso, onde estuda, que encontrou motivação para se dedicar ainda mais à disciplina.

No ano seguinte, conquistou a medalha de bronze que havia estabelecido como meta. Em 2026, alcançou a prata na Olimpíada Canguru e o ouro em uma competição interna do colégio. Também participou de outras olimpíadas acadêmicas, como a Mandacaru, a Brasileira de Raciocínio Lógico (OBRL) e a Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

A participação na WMTC surgiu por incentivo de seu professor de matemática, Antonio Brendell. Interessada no desafio, Anabella pediu aos pais que a levassem para realizar a prova. O resultado abriu caminho para a disputa internacional.

“Quando recebi minha primeira premiação, percebi o quanto gostava de matemática. Desde então, comecei a estabelecer metas e a estudar mais para conquistar novos resultados. Agora, estou muito feliz e nervosa com a oportunidade de representar o Amazonas em uma olimpíada mundial”, conta a estudante.

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