A Câmara Municipal de Manaus (CMM) debateu, durante a sessão plenária desta quarta-feira (21 de outubro), os impactos das queimadas e da fumaça na capital amazonense, além das medidas necessárias para enfrentar o problema. A discussão ocorreu durante tribuna popular proposta pelo vereador Rodrigo Guedes (Republicanos), com a participação do analista ambiental do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Alexandre Sousa e Silva, e do defensor público Carlos Alberto Souza de Almeida Filho.
Durante a tribuna, Alexandre Sousa e Silva explicou os fatores que contribuem para a concentração de fumaça em Manaus. Segundo ele, incêndios registrados em outros municípios do Amazonas, como Parintins e Itacoatiara, e em regiões do Pará contribuem para a chegada da fumaça à capital. O analista destacou que as condições dos ventos influenciam o transporte e o acúmulo dos poluentes.
“Por que Manaus está tendo esse grande quantitativo de fumaça? (…) Esses municípios de Parintins, Itacoatiara e [Careiro Castanho] estão contribuindo significativamente para essa fumaça que vem para a cidade de Manaus”, afirmou.
Atuação da DPE
O defensor público Carlos Alberto Souza de Almeida Filho, por sua vez, apresentou a atuação da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) diante da situação. Ele informou que a instituição participa de reuniões e de ações articuladas com o Executivo, mas defendeu a adoção de medidas adicionais para enfrentar o problema.
“A própria reação que nós temos agora, mediante um jogo de desinformação ou de informações contraditórias, tem demonstrado exatamente este problema e, no jogo do empurra, quem sofre somos todos nós”, declarou.
O vereador Sérgio Baré (PRD) destacou a importância de discutir o tema no Legislativo Municipal, considerando os efeitos recorrentes das queimadas sobre a população amazonense. Segundo o parlamentar, o problema ultrapassa os limites de uma gestão ou de uma esfera de governo e exige medidas contínuas.
“Esse problema não é de um governo, não é do governo federal, não é do governo estadual, não é exclusivo do governo municipal, é um problema do povo, da população do nosso Brasil, especialmente do nosso Estado, que sofre com os impactos, tanto ambientais, mas, principalmente, dos impactos na saúde das pessoas”, afirmou.


