A Petrobras anunciou um reajuste de 7,2% no preço do querosene de aviação (QAV), em vigor desde o dia 1º de novembro. A mudança representa um acréscimo médio de cerca de R$ 0,45 por litro do combustível vendido às distribuidoras, marcando o segundo aumento consecutivo no setor.
A elevação nos preços ocorre em decorrência da volatilidade das cotações internacionais de petróleo e derivados, impactadas por conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela guerra entre Ucrânia e Rússia. No mês de outubro, o querosene já havia registrado uma alta superior a 11%, correspondente a cerca de R$ 0,60 por litro.
Em posicionamento sobre a revisão de valores, a Petrobras informou que os ajustes de preços do QAV são mensais e determinados por uma fórmula contratual parametrizada, desenhada para garantir transparência e previsibilidade ao mercado. A estatal é responsável por mais de 80% da produção nacional do insumo, embora o setor seja aberto a importações e concorrência de outras distribuidoras.
O encarecimento do combustível deve repercutir diretamente nas tarifas pagas pelos passageiros. Segundo a associação representativa das companhias aéreas no Brasil, o QAV responde por quase metade dos custos operacionais das empresas do setor, e as recentes altas internacionais elevaram os custos da aviação civil em quase 45% desde o início dos conflitos geopolíticos.


